Só um degrau

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Há os dias, as horas, os momentos em que nos lembramos do que nos trouxe ao sítio em que estamos.

Em que sentimos a matéria de que somos feitos e do que podemos, queremos e sabemos que conseguimos fazer.

Em que reencontramos o porquê e o como, mesmo que o quando continue a parecer-nos distante.

Em que nos relembramos que tudo começou com um enorme passo lá atrás e que isto – o presente – é apenas um degrau. (E se ele não valer por si mesmo, vale por nos deixar mais perto do degrau onde queremos chegar.)

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O meu instagram secreto / My secret instagram

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Ando há que tempos para vos contar uma história, e ainda não vai ser hoje.

E enquanto as palavras não se alinham, trago-vos pequenos episódios sob a forma de imagens. Ou não fosse esta a minha forma predilecta de comunicar.
(Porque há muito tempo que não partilhava o meu instagram secreto.)

 

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Happiness is…

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Agosto / August

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© Still Photography

Agosto é sempre um mês diferente.
Já aqui o disse, precisamente há um ano atrás, e hoje sinto vontade de o dizer novamente.

Há um ano atrás acreditava que aquele ia ser um mês de soluções. Não foi. Bem pelo contrário. Mas foi um mês de respostas. Não as que eu queria ou precisava, mas respostas ainda assim.
Às vezes (quase sempre) tenho a sensação que a minha vida se vai desenhando mais pelas portas que se fecham do que por aquelas que se abrem. Seja a decisão de as fechar minha ou não, a questão principal não é essa.
Não que isto seja necessariamente mau ou pior, mas é invariavelmente mais difícil. Porque obriga a dar volta maiores, porque demora mais tempo, porque é muito mais cansativo, porque é menos simples, porque – bolas!, sejamos sinceros – dá muito mais trabalho.
Ao longo do último ano muita coisa mudou, sobretudo em mim. Reforcei a ideia sobre o que sei que não quero, mas também sei muito melhor o que quero. E principalmente deixei de ter ilusões em relação a caminhos supostamente (mais) fáceis. Talvez por isso olhe para este Agosto apenas e somente com a leveza de quem quer sol, esplanadas e dias compridos. O resto é o resto e não tem nada a ver com os meses que inauguramos no calendário.

Bom Verão! :)

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DIY Home / kitchen roll holder

Quem tem cozinhas pequenas sabe bem o quão importante é ter o máximo de superfícies horizontais livres possível. É este o meu caso. Entre torradeira, bimby, tostadeira, uma micro-televisão (que só é micro no tamanho do ecrã, porque é uma televisão antiquíssima, quadradona, daquelas que já ninguém tem) e recipientes vários com massas, utensílios, temperos e afins, não sobra espaço para rigorosamente nada. E foi por isso que no dia em que o suporte que tinha para o papel de cozinha se partiu decidi que tinha de arranjar uma solução que não implicasse ocupar ainda mais espaço.

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Experimentei várias coisas até chegar à solução final e hoje partilho-a convosco. Porque toda a gente tem em casa “cabides de lavandaria” (como lhes chamo) e eles são péssimos para pendurar a maioria das nossas peças de roupa, por que não dar-lhes outra utilidade? Ficam giros mesmo sem serem pintados. Optei por usar tinta preta porque tinha mais a ver com a minha cozinha e também porque achei que assim os valorizava um bocadinho mais, sobretudo pelo acabamento mate, o meu preferido na maioria das situações.  Simples e prático :)

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Those who have small kitchens know how important it is to properly manage the space available.
I am one of those people. And i’m always struggling to clear the counters but even though I just have a few appliances I always looking for that extra inch of counter space.
That’s why when I broke my kitchen roll holder I decided that I had to find some sort of vertical solution for it. And after trying several things, I came up with this solution with a wire handler. Simple and practical, as I like :)

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E se eu ganhasse o euromilhões?

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Hoje durante a tarde, enquanto trabalhava, a pessoa com quem estava falou sobre ganhar o euromilhões. No momento em que o ouvi acho que não processei logo a informação mas um minuto depois foi como se, de repente, aquela improbabilidade pudesse ser provável para mim (talvez por não jogar acho que nunca tinha parado para pensar a sério no que faria se uma coisa assim me acontecesse) . “Bolas… ganhar o euromilhões… ia inscrever-me num curso de fotografia em Nova Iorque e não fazia mais nada a não ser fotografar até ao fim da vida”. (Nova Iorque é a parte que é capricho de milionária.)

Porque logo que me liberto das mil coisas que obrigatoriamente enchem os meus dias, a minha cabeça enche-se do verbo fotografar. E sim, quando penso no que me faz o coração bater mais depressa (sem ser por estar à beira de uma síncope cardíaca induzida pelo stress, como acontece com alguma frequência) penso na felicidade que invariavelmente sinto quando tenho a possibilidade de acompanhar e registar em fotografias momentos especiais na vida de pessoas que provavelmente nunca viria a conhecer de outro modo. E porque há já algum tempo que deixei de ter dúvidas sobre o que quero ser e fazer. Apenas vivo na urgência de conseguir lá chegar.

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Pretty things

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Ir ao Alentejo implica sempre cumprir alguns rituais. Respirar fundo quando se chega, para aquele ar nos entrar até ao mais recôndito canto dos pulmões. Visitar as avós. Cravar aquele cozinhado à mãe. Arrancar um abraço apertado ao JH (o vizinho mais querido de todos os tempos). Adormecer no sofá (à tarde ou à noite; ou à tarde e à noite). E passar horas no jardim a fotografar flores. Mais do que ter qualquer espécie de pretensão artística (convenhamos, são fotografias básicas de flores num jardim!), faço-o como quem medita. Como quem se esvazia de tudo e simplesmente está. Porque quando estou ali, com a minha câmara, somos só nós e as flores. Ou são só as flores, já que eu só as observo. E não há momento de maior tranquilidade do que aquele em que nos permitimos a não existir para além da constatação da beleza do que temos à nossa volta.

Going to Alentejo always involves some rituals. Taking a deep breathe when we arrive (there’s nothing like that air). Visiting my grandparents. Asking my mother to cook that dish I keep missing (and no one does it like her). Giving the biggest hug in the world to JH (the sweetest neighbor ever). Fell asleep in the couch (in the afternoon or by night; or in the afternoon and by night). And spending hours in the garden photographing flowers.
For me photographing flowers is like meditating. Because while I’m there with my camera, it’s like if I only exist because I’m doing what I’m doing. All the problems and all the thoughts that worry me somehow stop existing. Because there is no moment of greater tranquility than the one in which we allow ourselves not to exist beyond the beauty of what surrounds us.

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Diy Home / drawer pulls

Há já algum tempo que precisava de comprar um móvel pequeno para arrumar uma série de coisas que nunca tiveram propriamente um lugar certo para estar, e que fazem maioritariamente parte do universo “lavandaria e engomadoria” (universo esse com que sempre tive uma espécie de relação amor-ódio porque gosto muito de ter tudo limpo e engomado, mas é o género de coisa em que tenho muita dificuldade em organizar-me).
Finalmente, há uns dias atrás, encontrei um que conjuga na perfeição os meus requisitos mínimos (leia-se simples, pequeno e barato). Mas como eu acho que mesmo um móvel que vai ficar meio escondido e que vai servir para arrumar cabides, molas e outras coisas que tais pode ser divertido, decidi dar-lhe um toque pessoal (igualmente simples, pequeno e barato). Tão simples quanto forrar os puxadores com washi tape.

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Vantagem da washi tape (ou porque optei, por exemplo, por não pintar os puxadores) : simples e rápido de aplicar; simples e rápido de retirar, se me fartar.

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(O móvel é o modelo RAST, da Ikea).

 

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Pin do dia / Pin of the Day

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Um dia disseram-me que sou demasiado sonhadora. Assim mesmo: demasiado sonhadora. Não como quem aponta um defeito de carácter mas como quem lamenta a pouca sorte. Como se sonhar – e acreditar, e ir à luta e cair uma e outra e outra vez e ainda assim erguer a cabeça e seguir caminho – fosse uma espécie de prisão que nos impede de simplesmente estar, ser, acontecer.
Às vezes é. Muitas vezes é. Quando as expectativas estão sempre lá em cima e a vida não acompanha. Quando damos o nosso melhor uma e outra vez e há qualquer coisa maior do que nós que nos puxa para trás.
Mas eu acredito que se somos capazes de sonhar, também somos capazes de fazer acontecer. E isso significa acreditar que os passos para trás são, muitas vezes, apenas uma forma de ganhar balanço para conseguir dar passos maiores para a frente. E hoje, de certa forma, o meu passo atrás fez-me dar mais um passo em frente. E isso deixa-me um passo mais próxima do sítio onde quero chegar.

(clicar aqui para seguir o rasto à imagem)

One day someone told me that I dream a lot. A lot, were the exact words.  As if being a dreamer was sort of a sign of back luck. As if being a dreamer – and a believer and a fighter – was like a prison that keeps us from being happy.
And sometimes it is. When we expect too much and get to little from life. When we give our best and our best isn’t enough, and it feels like something bigger than us is pulling us back.
But I am a dreamer. And I believe that if we can dream we can also make it happen. And this means I believe that taking some steps back is just a way of having space for achieving the right balance to give bigger steps forward. And today I was able to move one more step forward thanks to the big step back I took a while ago. And this leaves me one step closer to the place where I want to be.

(click here to find the image source)

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Hortênsias / Hydrangeas

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Hortênsias lindas do jardim alentejano para o apartamento lisboeta.

The most beautiful hydrangeas from my garden in Alentejo to my apartment in Lisbon.

 

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