Momentos decisivos

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Sento-me hoje, dia 21 de dezembro de 2014, a esta secretária, a esta janela por onde entra esta linda luz deste fim de tarde de inverno solarengo (olá inverno, que sejas bem vindo) e percebo que sinto o mesmo que sentia quando, há muitos meses atrás, me sentava neste mesmo sítio. E percebo hoje – talvez no meu momento de maior clarividência dos últimos anos – que por vezes temos de dar uma grande volta (ou, para ser mais exacta, duas ou três) para percebermos de uma vez por todas que o caminho que andamos a percorrer não é o nosso. Por muitos ses e mas que encontremos para o justificar (porque existes muitos ses e muitos mas, é verdade), sabemos que temos de respirar fundo, como quem toma balanço para dar um grande salto, e ganhar coragem para lhe marcar o ponto final.

Sei que tenho de respirar fundo, como quem toma balanço para dar um grande salto, e ganhar coragem para lhe marcar o ponto final.

Não sei ainda como o vou fazer ou por onde vou começar, mas sei que a infelicidade é uma companhia demasiado má para se ter nesta viagem maravilhosa que é a vida. Sei que nada compensa sentirmos que, todos os dias, nos afastamos mais um pouco de quem somos e do que ainda queremos ser. Sei que, embora ainda esteja longe de acreditar no que posso conseguir fazer, tenho à minha volta pessoas que o fazem por mim e, para já, a crença delas vai ter de me servir de combustível. E, sinceramente, não consigo imaginar fonte de energia melhor do que esta.

So let’s get this party started.

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Flores do Alentejo para Lisboa / Flowers from Alentejo to Lisbon

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Muda a estação, mudam as flores, mudam as cores do meu jardim alentejano, logo as cores que enchem as jarras da casa em Lisboa.
A última vez que fui ao alentejo o jardim estava quase completamente despido, à excepção destas flores-tipo-arbusto que se empoleiram persistentemente num dos muros da casa.

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Comigo trouxe um ramo pequenino. Suficiente para dar cor à casa mas não demasiado imponente, porque este tipo de flores nasceu para estar num jardim, não numa jarra (a prova é que não aguentam tempo nenhum e lá, no sítio onde pertencem, aguentam meses a fio).

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Aspiring to do what you truly love

| Aspiring to what you truly love |

era uma vez uma pessoa que toda a vida quis ser uma coisa (ou antes fazer, que eu não acredito nesta coisa redutora de sermos o que fazemos). toda a vida que é como quem diz até ter pouco mais de uma dúzia de anos que, por estúpido que seja, é a altura da vida em que nos forçam a tomar decisões destas.
por variados motivos, o verbo querer não se transformou no fazer e os planos tiveram de ser alterados. e o problema maior de toda a vida se querer fazer uma coisa e de não se conseguir (depois de várias tentativas) é ficar-se sem saber muito bem para onde seguir marcha. porque não se perde só o norte, também se perde o sul, o este, o oeste e todos os pontos de referência intermédios.
há quem tenha a sorte de encontrar outro caminho porque tentou e acertou. e há quem tente e tente e tente e não acerte.
mas o lado bom de ir tentando e tentando e tentando é que também nos vamos conhecendo melhor. não deixamos de fazer continuamente uma espécie de exercício ao contrário, que consiste em ir dizendo “(ainda) não é isto”, mas também vamos conseguindo dizer com uma certeza crescente “talvez seja isto…”. primeiro com muitas reticências, depois só com o conjuntivo, e depois (talvez) com a convicção do presente do indicativo.

as mudanças radicais nunca são fáceis. sobretudo porque, desde miúdos, nos enchem a cabeça de condicionalismos que depois temos muita dificuldade em sacudir quando percebemos que não fomos feitos para ir com a corrente.
mas quando, ainda assim, a necessidade de mudança é maior do que a dificuldade de a fazer acontecer todas as estratégias e exemplos são bem vindos. e é por isso que hoje vos mostro este vídeo, que uma pessoa muito importante da minha vida também fez questão de me mostrar. que vos sirva de força impulsionadora, se precisarem dela.

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Pretty Things

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Esta fotografia tem um ano.
Encontrei-na enquanto procurava por umas fotografias que tirei há vários outonos atrás e que queria partilhar convosco hoje. Tendo ela também sido tirada no outono  (a 27 de outubro de 2013, para ser mais exacta), achei que representava ainda melhor o que gostava que este outono fosse para mim. Estação de metamorfoses e de renovação.
Ainda bem que a encontrei.

This photograph was taken one year ago.
I found it while i was looking for some photos I took a few autumns ago and that i wanted to share with you today. Since i also took it during autumn (october 28th, 2013 to be more exact) I thought it represents even better how i would like this fall to be. A season of metamorphosis and renewal.
I am so glad I found it.

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Pin do dia / Pin of the day

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Há momentos na vida em que percebemos que temos de tomar uma decisão e, sobretudo, de agir de acordo com ela. De uma vez por todas. Sem desculpas, sem receios, sem tretas. Pegar num papel e numa caneta e escrever tudo o que tiver de ser escrito (porque pensar não chega, às vezes é mesmo preciso escrever, porque escrever com as próprias mãos transforma pensamentos em intenções, e intenções em compromissos). E depois respirar fundo e fazer o que tiver de ser feito porque não há tempo a perder.

Quanto ao pin, clicar aqui para lhe seguir o rasto.

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Agosto / August

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© Still Photography

Agosto é sempre um mês diferente.
Já aqui o disse, precisamente há um ano atrás, e hoje sinto vontade de o dizer novamente.

Há um ano atrás acreditava que aquele ia ser um mês de soluções. Não foi. Bem pelo contrário. Mas foi um mês de respostas. Não as que eu queria ou precisava, mas respostas ainda assim.
Às vezes (quase sempre) tenho a sensação que a minha vida se vai desenhando mais pelas portas que se fecham do que por aquelas que se abrem. Seja a decisão de as fechar minha ou não, a questão principal não é essa.
Não que isto seja necessariamente mau ou pior, mas é invariavelmente mais difícil. Porque obriga a dar volta maiores, porque demora mais tempo, porque é muito mais cansativo, porque é menos simples, porque – bolas!, sejamos sinceros – dá muito mais trabalho.
Ao longo do último ano muita coisa mudou, sobretudo em mim. Reforcei a ideia sobre o que sei que não quero, mas também sei muito melhor o que quero. E principalmente deixei de ter ilusões em relação a caminhos supostamente (mais) fáceis. Talvez por isso olhe para este Agosto apenas e somente com a leveza de quem quer sol, esplanadas e dias compridos. O resto é o resto e não tem nada a ver com os meses que inauguramos no calendário.

Bom Verão! :)

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E se eu ganhasse o euromilhões?

about

Hoje durante a tarde, enquanto trabalhava, a pessoa com quem estava falou sobre ganhar o euromilhões. No momento em que o ouvi acho que não processei logo a informação mas um minuto depois foi como se, de repente, aquela improbabilidade pudesse ser provável para mim (talvez por não jogar acho que nunca tinha parado para pensar a sério no que faria se uma coisa assim me acontecesse) . “Bolas… ganhar o euromilhões… ia inscrever-me num curso de fotografia em Nova Iorque e não fazia mais nada a não ser fotografar até ao fim da vida”. (Nova Iorque é a parte que é capricho de milionária.)

Porque logo que me liberto das mil coisas que obrigatoriamente enchem os meus dias, a minha cabeça enche-se do verbo fotografar. E sim, quando penso no que me faz o coração bater mais depressa (sem ser por estar à beira de uma síncope cardíaca induzida pelo stress, como acontece com alguma frequência) penso na felicidade que invariavelmente sinto quando tenho a possibilidade de acompanhar e registar em fotografias momentos especiais na vida de pessoas que provavelmente nunca viria a conhecer de outro modo. E porque há já algum tempo que deixei de ter dúvidas sobre o que quero ser e fazer. Apenas vivo na urgência de conseguir lá chegar.

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to keep in mind

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Esbarrei com esta frase há dias e, coincidência ou não, li-a no momento certo. Porque esta coisa de querer pôr a vida toda de uma vez no sítio certo é estúpida e cansativa e eu insisto em querer fazê-la.
Escrevi-a num caderno e agora meto-a aqui, para me (e vos) lembrar as vezes que forem precisas que, na esmagadora maioria das vezes (sempre?), a vida não se resolve da noite para o dia. Mas resolve-se. Só temos é de ser capazes de não perder o foco e de acreditar sempre, mesmo que todos os dias alguém nos digam que não vale a pena e que não é possível. Vale e é.

One of these days I came across this sentence in the exact moment I needed to read it. Because I have this stupid and tiresome idea that I have to put my entire life in the right place all at once.
The minute I read it, I wrote it and now I put it here, to remind me (and you) that most of the times (always?), this doesn’t happen over night. It takes time and effort, we just have to be able to keep focused and believe we can do it even if, every single day, someone tells us life can’t be like we imagine it. Because it can.

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Life lately

Mentiria se dissesse que esta minha nova-velha vida está a ser fácil de digerir. Não está.

As horas voam, o tempo consome-se e no final de cada dia sobram-me 2 horas para o resto. Nos dias bons. E este resto não devia ser resto. Porque é o que mais me importa, o que me faz sorrir, o que me faz sonhar, o que me faz bater o coração mais depressa. Corro ainda mais para conseguir roubar minutos à correria que são os meus dias. E invariavelmente acabo com eles a serem-me roubados pelo cansaço.

Passaram 2 meses que parecem muitos mais. E, desde a última vez que consegui escrever aqui mais do que duas frases (neste sítio de que gosto tanto e que é tão mais importante para mim do que alguma vez conseguirei explicar) os dias não foram muito diferentes uns dos outros.

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Choveu. Muito e várias vezes. Mas também houve Primavera sob a forma de flores. Houve Alentejo, houve o cão-dos-meus-tios, houve números pintados em troncos, houve flores a vir comigo para Lisboa. Houve post-its e tentativas infindáveis de organização (umas com maior sucesso do que outras). Houve Benfica campeão. Houve, principalmente, o casamento tão-tão divertido e cheio de pormenores maravilhosos da minha querida amiga Joana, na companhia da minha querida amiga Maria Ana.

Houve cansaço. Mas houve também – há também – a esperança de que (com a ajuda da perseverança que me corre nas veias) em breve consiga que a vida entre no trilho certo. Aquele que me vai levar ao sítio onde, com uma certeza cada vez maior, sei que quero chegar.

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Life lately

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A Primavera começou (o dia mais feliz do ano, pouco importa se chove ou faz sol), o sol entrou e pôs-se. Fiz listas de compras. Fui ao Alentejo num transporte e voltei noutro (e comi gomas ácidas). Ofereci-me um presente prometido há três anos e senti falta de fotografar.

Percebi que há as certezas que se têm e as certezas que se vão tendo. E estas últimas, embora vão chegando devagar e pareçam não ter a força das primeiras, vão criando raízes mais fortes e chega um momento em que percebemos que as temos presas à terra que somos nós e que já não há como voltar atrás. São o que temos de mais próximo do absoluto. Ver-me construir uma destas certezas, dia após dia, faz-me perceber que pôr a vida no sítio dá trabalho e leva quase sempre mais tempo do que gostaríamos, mas vale muito a pena. Porque ter uma certeza é como trazer sempre uma bússola na mão. Mesmo que precisemos de nos desviar, nunca nos esquecemos do nosso destino.

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