My life lately

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Esperei numa sala com vista para a Avenida da Liberdade. Fiz bolos de laranja (que não comi até ao fim). Deixei o casaco em casa. Bebi café. Retomei o livro do mês de Março, agora que o mês vai a meio. Fui ao Chiado. Mudei de vista. Bebi mais café. Fiz várias coisas ao mesmo tempo.

show-me-pretty-new-life1Mas, acima de tudo, dei uma volta de 180º à minha vida. E como acontece sempre que damos meio círculo de volta, pomos umas coisas no sítio onde elas deviam estar mas, necessariamente, viramos do avesso outras tantas.

Mas como esta era uma mudança que procurava (e precisava) há muito, não deixo que os avessos me perturbem. Pelo contrário, sorrio, respiro fundo com o alívio que a mudança trouxe e repito para mim mesma que agora sim, com calma, posso colocar tudo no devido lugar. Começando por aqui, por este meu canto. Regressando.

(As imagens são todas do Instagram. Já se juntaram a mim por lá? ;)

 

Os aniversários de Agosto

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Esta semana que agora atravessamos sempre foi, para mim, especial. Com o meu aniversário sempre tive uma relação um pouco contraditória: por um lado é giro fazer anos, por outro é sempre um dia esquisito por ser diferente dos outros “à força”. Quando era miúda adorava fazer anos porque, basicamente, adorava receber presentes e adorava a festa que se organizava sempre. Depois tive uma fase em que deixei de gostar. Agora o sentimento em relação à data é mais tranquilo, mais objectivo mas, ao mesmo tempo, mais emocional. Basicamente sinto sempre que gostava de enfiar toda a gente de quem gosto numa casa e ter toda essa gente ao pé de mim o dia inteiro. Cada um podia fazer o que quisesse; só queria mesmo tê-los ali, perto. Só queria poder ver toda a gente, sentir toda a gente. Fazer anos já não é sinónimo de fazer uma festa, mas sim de celebrar a vida e o que de bom ela tem (e o melhor são as pessoas).

Mas o que sempre foi transversal a todos os meus aniversário foi uma espécie de sentimento de pertença a um “grupo especial”: o grupo dos nascidos em Agosto, em anos muito diferentes, mas em três dias seguidos, por esta ordem: a minha tia (e madrinha; irmã da minha mãe), eu e o meu avô materno. E houve sempre qualquer coisa de mágico associado aos nossos aniversários, como se para além dos aniversários propriamente ditos houvesse mais qualquer coisa só nossa. Como se o “então amanhã telefono eu” ou o “se calhar começamos a fazer o telefonema às 23h59 e assim resolvem-se logo dois parabéns de uma vez” fosse uma espécie de conversa só nossa, que só nós compreendemos realmente.

E hoje faz 81 anos que o meu avô materno nasceu. E, pela primeira vez desde que celebro o meu aniversário, não vou poder telefonar-lhe a dar-lhe os parabéns, não vou poder dizer-lhe “hoje é a tua vez”. Porque o trio deixou de o ser. Passou a duo, irremediavelmente. E eu tenho esta imensa dificuldade de não conseguir acreditar em grande coisa para além do que temos enquanto andamos aqui, com os pés bem assentes nesta Terra mas, ainda assim, não podia deixar de pensar nele, falar nele e, de certa forma, celebrar a sua vida. Porque mesmo sem poder falar com ele, este será sempre o dia do aniversário do seu nascimento. Por isso parabéns, avô.

Dia mundial da Fotografia

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O dia de hoje não foi dos melhores, daqueles que chegam ao fim connosco a pensar que fizemos tudo o que queríamos fazer e que aproveitámos ao máximo cada uma das suas 24 horas. Na verdade, este dia que ainda não terminou mas está quase a terminar, está bem longe disso. Mas chegar a casa cansada, esfomeada (e, muito provavelmente, sem ser capaz de comer), dorida e com um milhão de coisas para fazer antes de dormir e encontrar uma mensagem de uma amiga muito muito querida a dar-me um beijinho por ser o Dia Mundial da Fotografia, fez com que todo o resto se eclipsasse em segundos (menos a parte da dor, cortesia de um dente que é um querido e que, desconfio, caminha a passos largos para a desvitalização; um mimo!).

Juntamente com a mensagem vinha a imagem que ilustra este post (e que ela retirou daqui) e apesar de eu achar que a frase da ilustração não se aplica a mim, fiz questão de a colocar aqui. Porque me fez ficar durante alguns minutos a olhar para ela, a pensar. Porque a verdade (e é importante dizer que é a primeira vez que a reconheço e verbalizo publicamente) é que a Fotografia é um amor que me acompanha há muito, muito tempo. Há mais de uma década, para ser mais precisa. E se muitas vezes, ao longo destes anos, percebi que nenhuma outra actividade me preenchia tanto como fotografar, tantas outras empurrei essa realização para longe do pensamento. Porque sempre me quis convencer, fruto de um preconceito que me vinha não sei bem de onde, que fotografar seria sempre e apenas um hobbie. Porque sempre me quis convencer que teria uma profissão para pagar contas e, sempre ao lado, de mãos dadas com ela (e comigo), uma profissão do coração (porque a palavra hobbie me parece demasiado redutora). E, como profissões paralelas que são, nunca se cruzariam. Não havia como.

Acho que o momento em que considerei levá-la um pouco mais a sério foi quando, um dia, disse à minha outra metade que talvez na reforma me dedicasse à fotografia de outra forma. E se na altura isto me fez sentido (já nem sei muito bem porquê), hoje soa-me a ligeiramente ridículo. Porque eu sei lá o dia de amanhã, quanto mais o dia da reforma. E, principalmente, porque se sabemos o que nos faz felizes, para quê negá-lo, para quê adiá-lo?

Eu sei que as coisas só nos acontecem quando estamos realmente preparados para elas. Sejam coisas na nossa vida diária e exterior ao nosso corpo (mas não à nossa vida), sejam coisas dentro de nós. E por isso sei também que não podia ter pensando de outro modo até aqui. Mas hoje, quando olhei para esta imagem que a minha amiga me enviou, percebi que algo mudou. Porque percebi também que sempre soube, ao longo dos últimos (muitos) anos, que a Fotografia e Fotografar têm sido sempre uma constante de felicidade na minha vida. Há, para mim, um significado qualquer profundo nestas duas coisas (que são uma só) que não encontro noutro lugar. Um significado que não sei explicar mas que me faz sentir cheia, preenchida, melhor, mais feliz. Porque percebi, finalmente, que as minhas profissões não têm de ser paralelas. Podem ser, em inúmeros momentos, perpendiculares. Ou até coincidentes.

Feliz Dia Mundial da Fotografia para todos :)

it’s not where you take things from, it’s where you take them to

Captura de ecrã - 2013-08-09, 18.03.20

Cheguei até este pequeno (grande) texto ao ler um livro (há muitos anos atrás, mas que já foi relido inúmeras vezes desde então), que gostava de vos recomendar: Whatever you think, think the opposite, Paul Arden. Lê-se num instante e é um daqueles livros que é bom lermos quando precisamos de inspiração e, principalmente, de um empurrão que nos faça dar um passo em frente. É bom para espicaçar mentes inquietas, de fazedores, de Marias que não gostam de ir com as outras. É bom para nos fazer questionar sobre os “se” e os “mas” que insistimos em incluir nos nossos discursos e pensamentos.

meu querido mês de Agosto

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Sempre (ou desde que me lembro de existir e de pensar nestas coisas) tive sentimentos mistos em relação ao mês de Agosto. Por um lado, sempre foi o mês do Verão por excelência. O mês do auge das férias, das maiores brincadeiras com os primos e a irmã, das festas de verão na aldeia, dos dias longos, das correrias até mais tarde, do céu estrelado, das noites deitada na rua à procura das constelações, sempre à espera de uma estrela cadente. Por outro, o mês que antecede Setembro. O mês do regresso às aulas, do final das férias e do tempo sem fim. Do início do Outono e não-tarda-nada-é-Inverno. O mês que é de calor, de sol e de praia, que pede por esplanadas, gargalhadas e descontracção. Mas, também, o mês da nostalgia dos últimos dias de férias, do suspiro profundo que nos faz encher o peito de ar quando pensamos que só dali a muitos meses voltará a ser verão novamente.

Agosto sempre foi, ainda, o mês do ano em que mais me dou conta da passagem do tempo. Porque foi em Agosto que nasci. Porque é quando Agosto chega e somo mais um ano que percebo com maior clareza onde estou e onde gostaria de estar. E porque, em especial nos últimos anos, dou sempre por mim ligeiramente fora de órbita, ligeiramente ao lado dos carris, sempre a um passo (ou dois ou três) de distância do sítio onde gostaria de estar. E ter esta espécie de quase-certeza de que, neste ano de 2013 (neste lucky 2013), será Agosto que reunirá uma série de factores que precisavam de se somar para equilibrar esta complexa matemática da vida, deixa-me com um sorriso nos lábios. Os receios, as dúvidas e os “e se” continuam a pairar por aqui, e acredito que não poderia ser de outra forma. Mas este sorriso e esta quase-certeza ninguém me tira, dê lá por onde der. Por isso que sejas bem vindo, meu (tão meu) mês de Agosto. E que tragas contigo tudo aquilo que prometes trazer.

A van da avó do Luís Cardoso

Não sei do que gosto mais nisto. Se da avó destemida, jovem e aventureira, se do neto que a quis homenagear, se da ideia – que neste caso é muito mais do que uma ideia, é um facto – de que enquanto há vida, força e vontade, podemos ir onde quisermos e fazer o que quisermos. Ou, ainda, se da prova comprovada nos 77 anos desta extraordinária Maria Amélia Fernandes de que, sozinhos ou acompanhados, podemos e devemos procurar ser felizes. Sempre.

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