Life lately

Mentiria se dissesse que esta minha nova-velha vida está a ser fácil de digerir. Não está.

As horas voam, o tempo consome-se e no final de cada dia sobram-me 2 horas para o resto. Nos dias bons. E este resto não devia ser resto. Porque é o que mais me importa, o que me faz sorrir, o que me faz sonhar, o que me faz bater o coração mais depressa. Corro ainda mais para conseguir roubar minutos à correria que são os meus dias. E invariavelmente acabo com eles a serem-me roubados pelo cansaço.

Passaram 2 meses que parecem muitos mais. E, desde a última vez que consegui escrever aqui mais do que duas frases (neste sítio de que gosto tanto e que é tão mais importante para mim do que alguma vez conseguirei explicar) os dias não foram muito diferentes uns dos outros.

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Choveu. Muito e várias vezes. Mas também houve Primavera sob a forma de flores. Houve Alentejo, houve o cão-dos-meus-tios, houve números pintados em troncos, houve flores a vir comigo para Lisboa. Houve post-its e tentativas infindáveis de organização (umas com maior sucesso do que outras). Houve Benfica campeão. Houve, principalmente, o casamento tão-tão divertido e cheio de pormenores maravilhosos da minha querida amiga Joana, na companhia da minha querida amiga Maria Ana.

Houve cansaço. Mas houve também – há também – a esperança de que (com a ajuda da perseverança que me corre nas veias) em breve consiga que a vida entre no trilho certo. Aquele que me vai levar ao sítio onde, com uma certeza cada vez maior, sei que quero chegar.

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To do or not to do, that is the question

(click here for english translation)

‘Por vezes hesitamos quando devíamos estar a começar. Refreamo-nos, prometemos a nós mesmos investigar mais, esperamos por um momento mais oportuno, procuramos uma audiência mais complacente.
Este hábito é incrivelmente comum. Consome o nosso génio e destrói a nossa capacidade de dar o contributo que estamos habilitados para dar. Podemos chamar-lhe deficiência de iniciativa – uma limitação decorrente da falta de iniciativa suficiente.
Por estranho que pareça, o contrário também é verdadeiro. Há pessoas que combatem o medo e a tentação da fuga fazendo qualquer outra coisa. Excedem-se nas iniciativas, constantemente a sonhar com a próxima grande coisa que vão fazer, muito grande, mais do que isso. À segunda-feira imaginam fundar uma companhia de transportes por balão aerostático, à quarta-feira trocam-na pela patente de um novo motor Stirling e, se a ideia não vingar, dentro de um dia ou dois, quando chega o fim-de-semana, congeminam um negócio qualquer de entregas ao domicílio.
Fitzgerald agarrou bem esta ideia quando descreveu a atitude de Jay Gatsby: “Qual era a utilidade de fazer grandes coisas se podia passar um bocado muito melhor a falar-lhes sobre aquilo que ia fazer?” É tão fácil apaixonarmo-nos pela ideia de começar que nunca começamos realmente.’

(retirado daqui)

Ora bem, muito poderia dizer sobre isto. Mas a verdade é que, enquanto digo e penso e disserto, não faço. E o meu mal – contra o qual muito tenho lutado nos últimos meses (este site foi o primeiro fruto desta luta) – é somente este: pensar muito e, in the end, acabar por fazer pouco. E isto, meus amigos, está agora a começar a mudar. Porque o verbo dos dias que correm é só este: fazer.

Liberdade // Freedom

Hoje celebramos em Portugal a nossa Liberdade. Uma Liberdade que foi difícil de conseguir e que, por vezes (muitas vezes?), esquecemos que trouxe consigo deveres e responsabilidades e não apenas direitos.

Não vou fazer reflexões políticas, históricas ou cívicas sobre este dia e o que ele significa, até porque não é esse o objectivo deste espaço. Mas não posso deixar de o assinalar partilhando aquilo que melhor sei e mais gosto de fazer: fotografar.

A fotografia (ou o conjunto de fotografias) que vos quero mostrar hoje são a minha interpretação da Liberdade e representam um dia e um momento muito específico da minha vida em que escolhi ser livre e, principalmente, em que pude escolher ser livre.

Today we celebrate our freedom, here in Portugal. The day we put an end to a dictatorial regime and started being a democratic country. This Freedom was not an easy thing to achieve and the truth is that sometimes (most times?) we forget that with it also came duties and responsibilities and not only civil and human rights.
The purpose of this website is not to make political, historical or civic reflections. But I cannot let this day go by without sharing something somehow related to it. And I will do it showing you this set of photos. They are sort of my representation of Freedom and they represent a very specific moment in my life when I made a decision of being free. Most of all they represent the fact that I could be able to make this decision.

(cliquem aqui para uma imagem maior // click here for a bigger image)

Olho para elas sempre que me esqueço do meu caminho e me sinto perdida. Para me lembrar que sou livre e que naquele dia escolhi ser dona da minha vida.

E vocês, que imagens associam à Liberdade?

I look at them every time I feel lost and forget my path. To remind me that I am free and that, in that particular day, I’ve chosen to own my life and my path.
What about you? What image comes to your mind when you think about Freedom?

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