Pretty Places @Lisbon // Rooftop bar Hotel Mundial

A minha irmã, que vive por lá, veio recentemente passar duas semanas de férias por cá, e na mala trazia uma lista de sítios onde queria ir matar saudades desta bela Lisboa. Um desses sítios era o maravilhoso bar que fica no 9º andar do Hotel Mundial, localizado na Praça do Martim Moniz, no coração da baixa lisboeta.

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A intenção inicial (no que à minha pessoa diz respeito) era aproveitar para tirar uma série de fotografias ao espaço e à vista (absolutamente maravilhosa!) mas mesmo para quem anda sempre com a máquina atrás há alturas em que ela fica (intencionalmente) esquecida porque o mais importante é viver o momento. Principalmente quando o momento inclui pessoas daquelas mesmo, mesmo importantes.

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Ficam as poucas fotografias que trouxe comigo e a promessa de regressar um dia para fazer outras. Fica também o convite para que vão até lá em breve, em jeito de quem de despede dos dias maiores e mais quentes, com Lisboa como pano de fundo. Vale mesmo a pena.

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Localização: Hotel Mundial / Lisboa / Praça Martim Moniz, 2

Pretty places @Lisbon // Atelier da Tufi

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Já tinha tido oportunidade de conhecer a Andrea Deveza e também já conhecia o Atelier da Tufi, ainda que apenas virtualmente (porque Campo de Ourique é um daqueles bairros de Lisboa que adoro e onde não me importava nada de viver, mas que raramente faz parte dos meus percursos diários). Esta pequena grande falha foi ultrapassada num daqueles dias que – percebemos nós ainda antes de eles começarem – nos obrigam a malabarismos vários para conseguir encaixar questões domésticas e/ou pessoais com reuniões de trabalho e uma lista de coisas para fazer a que se acrescentam 2 novas tarefas por cada uma que conseguimos riscar.

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Por isto mesmo, a paragem ao final da manhã no número 29 da Rua Quatro da Infantaria não podia, garanto-vos, ter acontecido em melhor altura e foi tudo o que bastou para reduzir um pouco a velocidade, reequilibrar energias e enfrentar o resto do dia com inspiração e forças redobradas.

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Ou melhor, permitam-me a correcção: reduzir um pouco a velocidade como quem diz que pudemos (eu e a Sofia), durante algum tempo, ficar circunscritas àquela loja acolhedora, colorida e inspiradora. Porque a verdade é que se há coisa que eu não fico quando estou no meio de tantos tecidos, fitas e objectos lindos é calma e sossegada, tal não é a vontade de perder completamente a cabeça e mandar chamar uma transportadora para me levar metade da loja para casa.show-me-pretty-atelier-da-tufi-25

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Os tecidos, para quem gosta destas coisas (eu! eu! eu!) são de perder a cabeça. E os rolos de washi tape, expostos de forma a não ser possível não dar por eles (embora eu esteja capaz de apostar que dava com eles mesmo que estivessem fechados numa gaveta), uma tentação (principalmente porque são da minha marca favorita, a mesma que – saberão os que me acompanham no Instagramquase me fez desgraçar em Londres há uns tempos atrás).

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Para casa trouxe comigo um destes saquinhos que cheiram maravilhosamente bem, e que já está ali devidamente aconchegado num recanto da casa, a cumprir o seu papel.

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Os tecidos e a washi tape virão comigo numa próxima visita a Campo de Ourique. Porque não tenho a menor dúvida de que este é um daqueles sítios onde regressarei muitas vezes e que tem entrada directa para o meu top 5 de lojas deste género. Um género a que chamo, simplesmente, ‘lojas de coisas bonitas’.

Localização: Campo de Ourique / Lisboa , Rua Quatro da Infantaria 29A/B.

>> E com esta visita ao Atelier da Tufi, inaugurei mais um board no Pinterest, a que chamei Pretty Places @Lisbon, Portugal. Uma espécie de guia fotográfico de locais que vale a pena visitar na linda capital do nosso extraordinário país <<

Aqui e além em Lisboa

(scroll down for english version)

Aqui e além em Lisboa – quando vamos
Com pressa ou distraídos pelas ruas
Ao virar da esquina de súbito avistamos
Irisado o Tejo:
Então se tornam
Leve o nosso corpo e a alma alada.

(Sophia de Mello Breyner Andresen)

ou do quanto eu adoro esta cidade. Nem que seja porque, precisamente há 9 anos atrás, ela foi cenário para um dos acontecimentos mais importantes da minha vida.

These are two photos I took in this beautiful city called Lisbon. Above there’s a poem about Lisbon and it’s river (Tejo, in portuguese) from a very talented portuguese poetess called Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004). I will not even try to translate it because it’s so beautiful as it is that I’m afraid I will ‘destroy’ it somehow.
I love Alentejo (the portuguese region where my origins are and where my parents and grandparents live) but there’s a really special place in my heart for Lisbon as well. Not only because i live here for 10 years now and it’s a really beautiful city but also because, exactly 9 years ago, this is where one of the most decisive and important events of my life took place.

I ❤ New York

Ontem ao serão falou-se de Nova Iorque. De sítios específicos, de sabores, de emoções acima de tudo. Porque acredito que por muito maravilhosos que os sítios sejam, aquilo que nos marca realmente é o que sentimos quando lá estamos. É a pequena ou grande mudança que acontece dentro de nós depois de por lá termos passado. Porque há sempre qualquer coisa que muda, por muito imperceptível que seja ou por muito insignificante que possa parecer. E Nova Iorque é um desses sítios que emana uma energia tal que nos faz acreditar que podemos ir mais longe, que conseguimos ser mais e melhores do que já somos, que nos faz perceber que existe uma vastidão imensa de possibilidades à nossa volta, à espera de serem descobertas e aproveitadas. E é isso que distingue esta cidade das outras. Não são as luzes de Times Square, nem as lojas da 5ª avenida, nem os edifícios que se prolongam para lá da elasticidade das vértebras dos nossos pescoços. É a energia que vibra dentro de todas estas coisas mas, principalmente, para lá delas; que as e nos transcede, que faz deste pequeno pedaço do planeta um sítio absolutamente fantástico ao qual, de vez em quando, sentimos vontade (e necessidade?)  de voltar, mesmo se tiver de ser noutro dia, mais tarde, um dia.

Junto ao Mar // By the Sea

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Pedaços do antes e do depois de um óptimo almoço, num local espectacular, com uma companhia do melhor que há.

E agora digam-me, com sítios/paisagens assim lá é possível não adorar este país?

(E, já agora, já são seguidores do Show me Pretty no Instagram (@showmepretty)? E estão à espera de quê? ;) Caso não tenham um telemóvel com Instagram, podem também seguir a galeria de fotos aqui.)

Pieces of before and after a great lunch, in an amazing place, with the best companion.

With places like these there’s no way you can not love this amazing country called Portugal.

(And, by the way, are you already following Show me Pretty (@showmepretty) on Instagram? What are you waiting for? ;) If you do not have a cell phone with Instagram you can also follow it here)

Fly me to the moon (or anywhere else)

(scroll down for english version)

No dia em que alguém muito próximo se prepara para voar até uma das cidades que mais espaço ocupa no meu coração (e para onde facilmente me deixaria levar, nem que tivesse de ir a puxar as malas a pé daqui até ao aeroporto), eu já só estava numa de me enfiar no primeiro avião que saísse de Lisboa hoje, sem grandes esquisitices ou exigências, apenas pelo gozo de ir.

Today, someone close to me is flying to one of my favorite cities in the world (one of those places where you could very very easily convince me to go to, even if I had to walk to the airport carrying my luggage all by myself). But the truth is that I would easily get into any plane today just for the fun of going somewhere different.

O meu Alentejo sabe a morangos

(i promise to write the english version later. for now, click here)

Ainda (e sempre) a propósito do Alentejo, tive a ideia de fazer uma série de cinco posts, em que tentarei fazer um retrato (literalmente, porque serão mais feitos de fotografias do que de palavras) do meu Alentejo utilizando, um de cada vez, cada um dos 5 sentidos (o 6º está implícito em todos ;) ). A ordem é arbitrária e irei fazê-los ao sabor do vento e da vontade (a mesma que me faz precisar de ir até lá volta e meia).

Decidi começar pelo paladar. E se é verdade que o meu Alentejo sabe também àquilo a que todo o Alentejo sabe (se há sítio onde se come e bebe bem, é por lá), não é menos verdade que ele tem também sabores muito especiais.

E se há coisa a que o meu Alentejo sabe, é a morangos.

Gordos, doces, muitos e sempre acabados de colher. Directamente da terra ou de maravilhosos (e fotogénicos) jardins suspensos. E ainda que, quando se entra na estufa, não se perceba logo o que lá está, se nos baixarmos à altura do filho do produtor (um menino do mais doce e traquinas que existe, de que já falei aqui antes), a coisa muda de figura.

E dá vontade, não só de não parar de fotografar mas também – e em igual proporção (ou maior, dependendo do apetite) – de começar a trincar.

A técnica de cultivo tem nome pomposo e parece que permite produzir morangos mais saudáveis, porque a probablidade de por lá aparecerem bichos a quererem provar é menor (logo, é também menor a probabilidade de ter de usar produtos para acabar com eles).

Mas aquilo que realmente importa – técnicas de cultivo à parte – é que sempre que lá vou trago uma caixa comigo. E se há fruta que por estas bandas se come com gosto e em abundância, é toda a que é vermelha até ao tutano (seja a solo, misturada com iogurtes gregos ou envolta em massa de scones prestes a entrar no forno).

Por isso não se espantem quando vos digo que nos últimos tempos, em média, têm marchado 2 a 3 kg por mês nesta casa. Nós, por cá, ficamos felizes com este número. E por lá o Júlio e a família (os produtores) também ficam com certeza.

Alentejo

(scroll down for english version)

O Alentejo chamou por mim estes dias e eu deixei-me ir.

E agora que voltei percebo (como percebo sempre que volto) que ser alentejano é muito mais do que ter nascido no Alentejo. Ser alentejano é um estado de alma, é nascer com qualquer coisa a mais inscrita na sequência genética. Um código que não se explica nem se traduz em características físicas ou sequer psicológicas. É qualquer coisa que nos corre nas veias, silenciosamente. Que nos acompanha o bater do coração de um modo sereno, como que acompanhando a forma da planície que se estende até ao horizonte, a perder de vista, mas gritando de vez em quando. É o apelo da terra, é a vontade e a necessidade de regressar, de ter de encher os pulmões daquele ar que é só dali, daquele cheiro que é só dali, daquelas cores que são só dali.
E não é preciso ficar-se muito tempo para se regressar melhor. Não porque se descansou, não porque se desligou, mas apenas porque se atendeu ao chamamento. Porque nós somos feitos de muitas coisas e uma delas é o sítio a que pertencemos, mesmo que passemos por e gostemos de muitos outros. E, perdoem-me todos aqueles que pertencem a outros sítios, mas eu acho mesmo que pertencer a este é uma coisa especial.

I’ve been spending these last days back home, in Alentejo. And now that I’m back I have this feeling I always have every time I go there (and I do it quite often) that being ‘alentejano‘ (i.e., having my origins in Alentejo) is something unique. It’s like having this unique information written inside our genetic code. That information does not translate into any physical or psychological characteristics. It’s something that runs, silently, into our veins, something that helps our hearts beat. And because of this, every now and then, we feel this need to go there and breathe that unique air, and smell those unique smells and see those unique colors. And when we come back we feel better. Not because we rested or disconnected from the world but because we answered to Alentejo’s calling.
We are all made of several different things, and one of those things is the place were we belong to, even if we have the change of living and liking several other places. And belonging to Alentejo (forgive me those of you that don’t belong there) it’s something quite special.

God bless America

(versão portuguesa em baixo)

Last Friday night, for the first time since Show me Pretty is online the number of visitors from the United States surpassed the number of Portuguese visitors. To celebrate that, I decided to do a ‘reverse entry’. What does that mean?, are you asking. It’s quite simple: today, my fellow citizens are the ones who have to scroll down in order to read the Portuguese version of this entry! What do you say about that? ;)

And since I am a huge fan of the United States of America (you guys ‘own’ my favorite city in the world, do I have to say more?) I also decided to share some photos I took in my last absolutely-amazing-and-unforgettable vacation. Are you ready? It’s time for the Show me Pretty Californian Road Trip (also with a bit of Nevada and Arizona). Hope you like it. I sure did ;)

San Francisco. It’s impossible not to love this city (except for the crazy weather. Really, I was there in august and i had to buy this huge coat because I was freezing. I really wasn’t expecting that.)

See what I was saying about the weather? When we got to the top of the Coit Tower the weather was amazing, the sun was shinning, the sky was blue, all perfect. 3 minutes latter this was the scenario.

And the clouds continued covering the entire city.

One of the several things I adored in the city were the kind of vintage painted buildings. Like this one.

Meet my feet :) I believe I took these close to Pier 33 but I’m not quite sure about it.

From SF we traveled to Los Angeles. This one is from Santa Monica. I took it from the pier, where I got to witness this amazing sunset.

And now, ladies and gentlemen, Wisteria Lane! I’m not even a huge fan of the series but I can’t even begin to tell how excited I was to actually being there. And they had been shooting the day before, the cars were parked in front of the houses and all that.

See the Scavo‘s car right there?
This was also on my birthday, so you can imagine how much fun I had, right? It was really amazing.

And we kept going South, on our way to Vegas.

And I really really loved the Mojave Desert and we obviously had to stop several times so that I could take millions of photographs.

Vegas was fun (it’s a crazy city filled with crazy people, no doubt about that!) but, for us, it was really an ‘excuse’ to go see the Grand Canyon.

And I must tell you that this place completely blew me away.

And we also found some crazy people over there too. I wouldn’t go there for sure!

After Las Vegas we caught a plane to New York City (my favorite city in the world) but I’ll leave that for another entry. But I can tell right away these were the vacations of a lifetime. What an amazing country you have!

Na passada 6ª feira, pela primeira vez desde que o Show me Pretty foi colocado online, o número de visitantes dos E.U.A. ultrapassou o número de visitantes Portugueses (eu sei que eles são muitos mais do que nós mas não me deixem ficar mal! ;) ).
Para assinalar o facto decidi inverter por um dia a lógica habitual dos posts. Hoje, excepcionalmente, o post será escrito em inglês com tradução para português no final.
E como eu até gosto bastante da América do Norte (nem que seja porque a minha cidade estrangeira favorita fica lá) decidi partilhar algumas fotografias que tirei numa grande aventura que vivi por lá há dois anos atrás.
Alugámos um carro e fizemos a costa da Califórnia desde S. Francisco até Las Vegas, passando por Los Angeles e aproveitando para ir conhecer o Grand Canyon. Afinal estávamos ali mesmo ao lado e não sabíamos se teríamos oportunidade de lá voltar mais tarde. Já sem carro, aproveitámos ainda para ir a Nova Iorque, mesmo antes de regressar a Lisboa. Tudo em 15 dias aproveitados até ao último segundo.
Como podem imaginar tirei milhares de fotografias e estas são uma pequena amostra. Nova Iorque fica para mais tarde porque merece um post exclusivamente dedicado a ela :)

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